No inicio deste Verão de 2013 partimos para Israel, tendo quase uma semana para explorar o melhor que este país têm para oferecer.
Os Israelitas são um povo acolhedor, simpático e prestável. De todas as vezes que paramos na rua para ler um mapa, éramos sempre abordados por alguém que nos oferecia sugestões de chegar ao nosso destino. Sempre com um inglês fluente, nunca tivemos problemas para nos comunicar. Foi talvez mais tranquilo visitar Israel do que o Rio de Janeiro mesmo falando a mesma língua. O serviço militar é obrigatório então é comum ver pessoas fardadas nos mais diversos lugares, almoçando, passeando, ou apanhando o autocarro conosco. Fiquei com uma enorme vontade de voltar ou talvez até morar em Tel Aviv. Israel mostrou-se um país rico e surpreendente.
Tínhamos planeado que começaríamos com Jerusalém e o Mar Morto retornando para Tel Aviv no final da visita.



Lembrem-se também que a Jerusalém que está à vista de todos hoje em dia, não é a mesma de há 2000 anos atrás. Jerusalém está 20 metros acima da sua estrutura original.

Os lugares que mais me fascinaram foram a suposta pedra de mármore avermelhada onde Jesus foi lavado depois de morto. O beatismo em volta daquela pedra era imenso, mas pareceu-me dentro de tudo ao meu redor o que mais se assemelharia com a realidade. O Lugar onde Jesus foi sepultado levava uma fila de várias voltas num enorme salão. A espera era longa e decidi não visitar. Senti-me um pouco traída, pois como católica, pareceu-me que deveria ser um lugar mais digno, onde o silêncio deveria imperar e não ser permitido tirar fotografias... mas enfim.
O outro lugar que gostei de visitar no Santo Sepulcro foram dois túmulos bem no início das fundações do Sepulcro. Parecia estar a uns 15 metros abaixo do nível térreo. Parecia original e mantido nas condições primárias. Depois à medida que mais descobríamos sobre Jerusalém víamos que há muitas teorias sobre onde pode ter sido o túmulo de Jesus. Enfim. O nível de descrentes ao meu redor aumentava à medida que as horas passavam. Mas tentei manter-me fiel ao que acreditava e selecionando apenas o que mais gostei de ver.
Era apenas Junho, mas estava tanto calor. Procuramos uma sombra para almoçar no último andar de um edifício no centro da cidade. Almocei com vista para todos os grandes edifícios de Jerusalém e com um calor abrasador, que se acalmou apenas com a quantidade de refrescos com que bombardeei o meu corpo.

Pelo caminho está Jerico, a cidade mais antiga do mundo, de tantas lendas, mitos e histórias que se contam por milénios. Infelizmente não fizemos paragem aí, mas há pacotes que incluem todas as voltas e muitas outras cidades como Belém.
Passamos alguns dias em Jerusalém, vivendo e passeando por lá, comendo Kebabs, Hummus e tantas outras coisas. Há uma variedade grande de doces árabes e turcos em todo o lado, como baclavas e geleias açucaradas.Um lugar que é obrigatório visitar é o mercado Mahane Yehuda - havendo também mercados em Tel Aviv semelhantes, caso futuros visitantes estiverem apenas um fim de semana em Jerusalém. Este mercado é Judeu, e portanto não trabalham no Sabbath, logo sábado não está aberto. Fomos para Tel Aviv de Sherut, num táxi partilhado, uma vez que todo o serviço de autocarros só voltaria a funcionar no final do dia, no final do Sabbath. Foi seguro, rápido e sem qualquer problema. Estava com receio de utilizar esse meio de transporte mas não houve qualquer falha por parte de quem ofereceu o serviço e dos outros passageiros.

Gostei de ver o quão cosmopolita Tel Aviv é, cheia de vida e se assemelhando tanto às cidades e costumes europeus. Ao contrário de Jerusalém, que exige determinados padrões de indumentária e conduta, como ombros cobertos e pernas cobertas até aos joelhos.
Só quando estávamos na praia sentíamos algum tipo de tensão, sempre que um caça sobrevoava a costa de 30 em 30 minutos. Mas suponho que sejam medidas necessárias para as realidades e opções políticas deste país.
Só quando estávamos na praia sentíamos algum tipo de tensão, sempre que um caça sobrevoava a costa de 30 em 30 minutos. Mas suponho que sejam medidas necessárias para as realidades e opções políticas deste país.
Sem dúvida é um lugar ao qual adoraria retornar e que me surpreendeu tanto. Finalmente, aconselho uma ida antecipada para o Aeroporto, a volta pode tardar mais no aeroporto Ben Gurion que outros aeroportos do mundo. Há uma série de procedimentos que devem seguir e pelas quais passamos, tendo demorado 1 hora até chegarmos ao final de toda a inspeção de bagagem, documentos, enfim... todo o possível e imaginário. Para quem tem medo de questões de passaporte, não carimbaram o meu, apenas me deram um pequeno cartão de papel, que tinha a minha data de entrada e até quando poderia permanecer no país.
Até à Próxima Israel.
www.beinharimtours.com
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